30 de dezembro de 2010

Revelação

Já tinha feito este trajecto, dezenas, quem sabe centenas de vezes, já não se lembrava.
Era um viajante, não dos que passeia por passear, não, ele tinha uma missão. Sempre teve. É o seu destino.
Sentiu o corpo a adaptar-se, mudar, encaixar na biologia que o rodeava, que antes o rejeitava e agora reconhecia como um dos seus.
O frio incomodou o seu corpo nu, já antes tinha sentido o vento gelado que se fazia sentir neste recanto das estrelas, mas nunca se tinha habituado.
Agitou a estranha caixa que tinha à sua frente, a mesma emitiu um sinal sonoro diferente de tudo o que existe neste mundo e abriu sozinha um dos seus compartimentos.
O ser, à falta de melhor nome, retirou o conteúdo que lhe era fornecido. Calças de ganga, t-shirt preta, casaco preto, meias pretas e boxers pretos. Uma roupa aceitável, até mesmo confortável para o corpo que agora possuía.
Vestiu-se rapidamente e caminhou. Já tinha palmilhado estes caminhos antes, eram no entanto diferentes. Onde antes existia areia e flora, agora existia uma estrada de um material nada confortável. Agitou novamente a caixa, como que reclamando pela ausência dos sapatos. Novamente o sinal sonoro e um par de ténis de marca, pretos, estava no compartimento aberto.
Respirou fundo, não sentiu o aroma a chuva recente que pairava por ali, não possuía os mesmos sentidos que os habitantes do planeta, mas o seu corpo precisava de ar e ele lá repetia o hábito do povo que visitava. Respirava então.
Caminhou, pensando, relembrando, as antigas visitas que tinha feito. Era um planeta engraçado, os seus habitantes eram curiosos e ávidos de aprender mais. Pelo menos tinham sido.
Um sorriso desajeitado nasceu no seu rosto humano. Não era a primeira vez que sorria, é certo, mas visitou poucas vezes este mundo, comparando com outros pelo menos.
Sentiu o estômago a fazer um ruído estranho. Pelos seus cálculos o corpo precisava de alimento. Era uma limitação que nunca tinha compreendido.
Olhou em volta, relembrando que antigamente as árvores de fruta repousavam calmamente naqueles campos. Nada. Aliás, já nem eram campos. Agora só via estranhas formas geométricas, construídas com um qualquer material que não parecia ser confortável.
No meio de tudo o que tinha mudado, reviu uma zona que conhecia. Uma árvore que já tinha visto há anos atrás, ou pelo menos assim o pensava, poderia ser outra, uma nova, mas isso era o menos importante. Era algo que fazia sempre que visitava o pequeno planeta. Gostava de estar sentado, encostado, a uma. Fora ali, naquele lugar, pelo menos julgava ele, que tinha ensinado, há milhares de anos, o homem a lidar com o fogo. Foi o primeiro sorriso humano que viu, quando aqueles frágeis seres sentiram pela primeira vez o brilho quente de uma chama acesa. Decidiu naquele momento que gostava destes. Havia de haver algo de bom no seu trabalho. Pelo menos quis pensar assim.
Sentou-se à beira da árvore. Pouco depois observou uma criança a brincar com um cão. Sorriu de novo. Adorava cães, havia algo neles que nunca tinha encontrado nos milhares de mundos que tinha visitado. Eram honestos, sinceros e, acima de tudo, leais.
O sorriso perdurou enquanto se lembrava da primeira vez que tinha visitado o antigo Egipto. Ficara horas na conversa com um escravo. Lembra-se que lhe tinha oferecido água e que a gratidão do homem não tinha limites para aquele acto tão simples. Gostou de conversar com o homem, até lhe deu algumas dicas sobre como poderiam construir umas oferendas em honra dos deuses que adoravam. Sabia, perfeitamente, que com aquelas dicas o homem deixaria de ser escravo, assim foi. Tornou-se no primeiro engenheiro do mundo antigo.
Sabia que não podia estar sempre a interferir, mas tinha de assegurar a sobrevivência dos habitantes deste mundo, era esse o seu trabalho. Era um trabalho cansativo, quando pensava na quantidade de mundos em que tinha de trabalhar, mas era bom no seu trabalho e com a promoção tinha vindo um maior número de experiências para controlar.
Voltou a respirar fundo. Observou a criança. Em breve, muito em breve, o mundo daquele menino iria mudar. Sabia isso, sabia muito mais até, mas sabia porque era ele que o iria alterar. Estava na hora. Assim tinham decidido os seus superiores, tinham de saber a verdade.
Levantou-se, olhou uma última vez para a dupla brincalhona que resvalava na pouca relva restante situada no cemitério de formas geométricas cinzentas.
Os dias foram passando, foi caminhando com calma, com todo o tempo do mundo, do seu e do deles, dos habitantes a quem iria revelar a verdade.
Caminhou até entrar na estação de televisão que tinha escolhido. Sabia que era um hábito que aqueles seres tinham, partilhar as refeições em frente da caixa das cores.
Ninguém o conhecia, mas ninguém o tentou impedir. Havia algo que impedia, fosse quem fosse, de dizer não aquele homem vestido de preto. Se ao menos alguém soubesse que ele não era um homem, pelo menos no sentido humano da palavra.
As televisões de todo o mundo, sem escolha dos seus donos, sintonizaram na estação escolhido pelo ser.
Com um sorriso, olhou em frente para as câmaras. E disse:
- Hoje é o fim do mundo como o conhecem – ninguém duvidou das suas palavras, todos estavam hipnotizados pelo estranho homem – Hoje é o início da Era da Sabedoria. Hoje muda tudo.
E, realmente, mudou tudo.

Por: Miguel Brito

Os melhores livros que li em 2010

Fica aqui o meu top 5 de 2010, e qual é vosso?
Li alguns livros que me marcaram profundamente este ano como o Duna, O Leões de Al-Rassan e os livros do Ken Follett. Este ano também apostei mais em autores nacionais e posso dizer que não me senti defraudado. Espero que tenham tido boas leituras este e que em 2011 ainda sejam melhores. 

Fantasia:

1º - Frank Hebert - Duna
2º - Guy Kavriel Gay - Os Leões de Al-Rassan
3º - Raymond E. Feist - O Mago
4º - Patrick Rothfuss - O Nome do Vento
5º - Peter V. Brett - Saga do Demónio 

Romance Histórico:

1º - Ken Follett - Pilares da Terra
2º - Ken Follett - A Queda dos Gigantes
3º - Ken Follett - Um Mundo sem Fim
4º - Jean M. Auel - O Clã do Urso das Carvernas
5º - Bernard Cornwell - Trilogia "A Demanda do Graal"

Escritores Portugueses:

1º - Martin S. Braun
2º - Rodrigo McSilva
3º - Susana Almeida
4º - Ricardo Pinto
5º - Paulo Fonseca



Ultima aquisição de 2010




Sinopse:
Reza a lenda que foi na batalha de Agincourt, em 1415, que surgiu o símbolo do V da Vitória,
feito com os dedos indicador e médio. Durante o combate, os franceses ameaçaram cortar
os dois dedos dos arqueiros ingleses para que os rivais não pudessem voltar a usar os
arcos. Após derrotarem o exército francês, três vezes maior, os ingleses deram a resposta,
erguendo os seus dedos intactos.

Agincourt é a história de Nicholas Hook, um arqueiro que começa o livro alistando-se na
guarnição de Soissons, uma cidade cujos santos padroeiros eram São Crispim e São
Crispiniano.
O que aconteceu em Soissons chocou toda a Cristandade, mas no ano seguinte, Hook faz
parte daquele pequeno exército encurralado em Agincourt. Numa das mais dramáticas
vitórias da História, a Batalha de Agincourt, imortalizada por Shakespeare em Henrique V,
as deficientemente armadas forças de Inglaterra defrontaram e impuseram uma derrota ao
muito superior exército francês, decidido a conservar a coroa longe das mãos inglesas.
Aqui, Bernard Cornwell ressuscita a lenda da batalha e do «bando dos irmãos» que
combateram no dia 25 de Outubro de 1415.

24 de dezembro de 2010

Feliz Natal


Desejo a todos um Feliz Natal e desejo a todos muitas prendinhas (de preferência livros).

17 de dezembro de 2010

Critica "A Lança do Deserto"



Sinopse:

O Sol põe-se sobre a Humanidade. A noite pertence agora a demónios vorazes que se materializam com a escuridão e que caçam, sem tréguas, uma população quase extinta, forçada a acobardar-se atrás da segurança de guardas de poder semi-esquecidas. Mas estas guardas apenas servem para manter os demónios à distância e as lendas falam de um Libertador; um general, alguns chamar-lhe-iam profeta, que em tempos uniu a Humanidade e derrotou os demónios. No entanto esses tempos, se alguma vez existiram, pertencem a um passado distante. Os demónios estão de volta e o Libertador é apenas um mito… Ou será que não?

Opinião:


Neste livro conhecemos melhor o Jardir, o Shar'Dama Ka, líder e segundo os Krasianos é o Libertador prometido na luta contra os demónios. Ficamos a conhecer as suas origens pobres até a sua rápida ascensão ao poder.

No livro é aprofundada cultura e religião krasianas, que são muito diferentes da cultura do norte. Os krasianos estão dividas em três classes sociais. Uma militar, outra religiosa e a outra é quase escrava.

O Arlen, o Homem Pintado, torna-se cada vez mais forte mas com essa poder também é cada vez mais atraído pelo núcleo e sua a ajuda de uma pessoa e que ele consegue evitar esse destino.

Conhecemos também um novo tipo de demónio muito mais poderoso e perigoso, que é um príncipe nuclista. Que irá espiar os seus principais adversários (O Homem Pintado e Jardir) para averiguar as suas forças e fraquezas.

Num livro mais negro do que o anterior e com um ritmo de escrita elevado, para mim este livro é melhor do que o primeiro da saga. Recomendado!!

Avaliação: 9-10

15 de dezembro de 2010

Decisão

A fila era enorme. Dezenas de outros capitães esperavam, nem sempre de forma calma, a sua vez. O registo era obrigatório. Mais uma das medidas de Academia Especial. Os novos donos do Universo, de todos eles.
Jack, simplesmente Jack, como dizia a todos os seus clientes, esperava a sua vez junto aos outros. O pesado sobretudo era inadequado para o planeta, o calor era abrasador, raro no Universo C. Ainda há vinte anos era um simples piloto da força aérea americana e agora era mais um dos transportadores de mercadorias universais. Que mudança.
O empregado da repartição pública chamou, sem muita paciência, o próximo da fila. Jack avançou.
- Boas – disse em perfeito inglês – Capitão Jack a registar a nave “Baleia” – nome dado devido à sua forma aparentada com o rei dos oceanos terráqueos – Há necessidades de transporte?
- Não – respondeu de forma seca o Jkop, Unigrante vindo do Universo J – Há mais capitães que estrelas. Não tem licença para ficar. Ao final do dia, terá de partir ou a nave será apreendida e ficará ao cargo da Academia – afirmou indiferente, enquanto olhava para o resto da fila e suspirava bruscamente, agitando os seus pelos corporais que faziam lembrar o ET da televisão, Alf.
- Compreendo. Obrigado – agradeceu sem qualquer emoção, já sabia que não devia arranjar problemas com a Academia.
Frustrado, o capitão, andou a passear pelos bares, bebendo todas as mistelas possíveis e imagináveis dos vários Universos.
Saiu, a cambalear, do último dos bares que o tinha aceite. Olhou para o céu. Odiava aquela cor magenta, sem nuvens, tão estranha e que tanto dificultava a aterragem da maldita nave que tinha de comandar. Sabia que a sua tripulação deveria estar impaciente e que os homens da Academia deviam estar atentos, afinal, a sua nave era de três estrelas, das mais rápidas que haviam sido construídas. Era jeitosa, pensava ele, mas já velhinha.
Distraído com o olhar, sorriu face aos elevadores que conduziam as dezenas de moradores para as suas habitações construídas a uma altura considerável. Pareciam pequenas bolas de sabão, brilhantes e divertidas, mas sem a vida própria fornecida pelo sopro quente de uma criança animada.
Retomou a sua marcha até ao porto espacial, situado no extremo oposto da larga avenida comercial. Seria uma longa caminhada.
Sentiu alguém a persegui-lo, disfarçou e avançou até um beco. Ali, esperou.
A estranha figura entrou momentos depois, foi apanhada de surpresa.
O capitão empurrou o seu perseguidor contra a parede, desembainhou o punhal de titânio que tinha recebido como pagamento de um serviço menos legal e apontou o mesmo à barriga da figura encapuçada que se movia debilmente.
Com um gesto cauteloso, mas firme, retirou o capucho que lhe negava a identidade da sua presa.
Ficou momentaneamente surpreso. Era uma humana. Visão rara num Universo tão distante e hostil.
- Porque raio andas a seguir-me? – Sem nunca retirar o punhal do seu lugar
- Preciso de uma nave, rápida, para me levar com urgência à Terra – Disse ela, com os seus olhos castanhos presos aos verdes do homem que a aprisionava
- Ainda há pouco estive na repartição pública da Academia, então porque me estás a seguir em vez de procurar algo lá? – Quebrou o intenso contacto visual
- Porque não confio em ninguém que não tenha sofrido com a praga – referiu-se ao vírus mortal, conhecido como “Olddeath” responsável pela morte de milhões de humanos – Já está interessado?
Nenhum humano ficava indiferente à menção do vírus. Todos tinham perdido alguém com ele. Jack tinha perdido muito. A mulher e os dois filhos.
- Fala – silvou – se for uma armadilha, morres! – Olhou de soslaio para a faca, como que para comprovar que não estava a exagerar.
- Preciso que me libertes o braço, tenho de te mostrar algo – pediu, nada gentil
O homem aceitou, ficando de olhos arregalados com o que viu. À sua frente, aquela mulher, segurava um saco com dez cogumelos Bhte, os únicos conhecidos que podem fornecer a cura ao vírus, o único problema é serem totalmente controlados pela Academia e, como tal, o seu custo era incomportável a qualquer humano.
A brisa quente, poeirenta, entranhava-se na garganta de ambos, o que tornou, ainda mais, incómodo o longo silêncio que surgiu.
- Como raio? – Gaguejou – A Academia controla toda a produção, é sabido que os Bhte curam todas as doenças conhecidas nos Universos – continuava incrédulo.
- Não importa o como. Com esta quantidade um laboratório na Europa pode conseguir sintetizar a cura, vale o risco ou não? – Um olhar intenso, desafiador mesmo.
Após um ou dois minutos, Jack aclarou a garganta, cuspiu para o chão e afirmou:
- Vale a pena. Segue-me. Como te chamas? – Enquanto andava com calma, não querendo dar nas vistas
- Nada de nomes – resposta seca de quem se sentia no comando da situação
- Na minha nave todos têm um nome. Qual será o teu? – Uma intensidade na palavra “minha” tentava restabelecer a cadeia de comando pretendida pelo velho capitão
- Esperança. Podem tratar-me por Esperança, é isso que ofereço ao nosso planeta – uma certa vaidade irradiava da voz da bela mulher.
Caminharam, calmamente, de braço dado, como se um solitário capitão tivesse encontrado uma prostituta para passar umas horas animadas.
Assim que se aproximaram da nave, Jack percebeu algo de errado, dois agentes da Academia andavam a rodear todas as naves com o símbolo de comerciantes, e mais agentes andavam pelo cais com um holograma de uma mulher, apesar de diferente daquela que estava ao seu lado, humana, a fazerem perguntas. Problemas, sem dúvida que aquilo significava problemas.
Aumentaram o ritmo e o capitão deu vários apalpões no rabo da sua companheira, dizendo vários palavrões a alto e bom som. Mesmo que pudesse chamar a atenção de todos, fugia bastante do que estavam à procura e ninguém pareceu olhar uma segunda vez para eles.
A zona de carga da “Baleia” abriu, pesadamente, as suas portas, tal como uma baleia que abre preguiçosamente a sua boca para comer um pequeno peixe que a incomoda.
O vento, o maldito vento, levou poeira à cara de um dos agentes da Academia, no preciso instante que virou a cara para se proteger, reparou nela, na estranha prostituta que tinha sido apalpada à frente de todos. Percebeu que era ela, a mulher que procuravam, a maldita que tinha morto três dos seu camaradas. Gritou:
- Parem! Ali, a traidora está ali! – Apontava para a nave
Jack percebeu que a gritaria se destinava a eles. Viu, pela primeira vez, medo no resto da sua cliente. Tinha uma escolha a fazer. Um grito seu e a nave estaria no ar antes de alguém se aproximar três passos, mas uma fuga à Academia era suicídio.
Olhou para o céu magenta. Odiava aquela cor. Teve saudades do céu azul, o de casa. Tomou a sua decisão.

Por: Miguel Brito

Opinião - "O Homem Pintado"


Sinopse:

Num mundo povoado por demónios que dominam a noite, forçando os seres humanos a esconderem-se atrás de guardas mágicas à espera que o sol nasça, o jovem Arlen assiste ao massacre da sua família por causa da cobardia do pai. A partir desse momento tudo muda e Arlen parte numa viagem de descoberta que o levará a percorrer o mundo e a conhecer Leesha e Roger. Os três são a última esperança da humanidade na luta contra os demónios. Só que por vezes os demónios mais difíceis de vencer são os que trazemos dentro de nós. Juntos estes três jovens oferecem à humanidade uma última e fugaz hipótese de sobrevivência. Para aqueles que procuram o novo grande nome da fantasia a espera terminou. Ele é Peter V. Brett. Comparável a muitos mas diferente de todos, oferece-nos uma história brilhante que nos prende da primeira à última página. Dizer que é uma obra magistral é pouco para descrever a história épica da luta de Arlen, Leesha e Roger para salvar uma humanidade condenada a viver num medo permanente da noite e dos demónios que ela encerra.

Opinião:

Neste mundo onde os demónios dominam a noite, e onde os humanos são forçados a passar a noite atrás de guardas mágicas. E onde a maior parte dos homens não tem a coragem de enfrentar os demónios conhecemos o jovem Arlen, que depois de assistir a morte da sua mãe muito devido a cobardia do pai decide sair da pequena vila onde mora, e conhecer o mundo. Nessa viagem corta o braço a um enorme demónio de pedra, que a partir daí o demónio nunca mais deixa de o perseguir.

Também conhecemos a Leesha, uma jovem atormentada por uma mãe com um temperamento infernal que atormenta profundamente a sua vida e a do seu pai. Leesha vive sobre o domínio da sua mãe até se tornar aprendiz de Bruna, uma herbanária centenária, a que as pessoas chamam de bruxa.

E ainda o Rojer, que no inicio é apenas uma criança de 3 anos que perde os país no ataque a sua vila. E  que depois é criado por um jogral , que lhe ensina a sua arte.

Há nesta saga vários tipos de demónios: Madeira, Pedra, Barro, Fogo, Vento e Água. Cada com as suas características e terrenos de acção e pontos fortes e fracos.

Neste livro conhecemos as origens do Homem Pintado, e de como ele consegue restabelecer a esperança dos homens em derrotar os demónios.

Um bom livro de fantasia, que tem uma pequena parte de terror. Recomendo aos amantes do género.

Classificação: 8-10

Novidades da Saída de Emergência para Janeiro





A fantasia urbana tem uma nova heroína: Mercy Thompson. Ela é forte e independente, mas num mundo repleto de perigos, será isso suficiente?

Mercy tem amigos em lugares estranhos e sombrios. E agora deve um favor a um desses amigos: o vampiro Stefan precisa das capacidades de metamorfose de Mercy para entregar uma mensagem a um vampiro recém-chegado à cidade. O que Mercy não sabe é que este novo vampiro tem um segredo: na verdade é um feiticeiro possuído por um demónio prestes a lançar o caos na cidade. Depois de várias tentativas da comunidade
paranormal para destruir a criatura, Mercy vê-se envolvida na refrega: embora os seus amigos vampiros e lobisomens sejam mais fortes do que ela, são as suas habilidades especiais que poderão salvar a todos. E quando descobre a verdade sobre essas habilidades, Mercy vai aprender muito sobre o seu passado e os lobisomens que a criaram...






Leslie, de dezassete anos, não sabe nada sobre fadas nem sobre as suas lutas obscuras pelo poder. Quando se sente atraída por uma tatuagem estranhamente bela, só sabe que tem de a ter, convencendo-se de ter encontrado um símbolo tangível das mudanças de que precisa desesperadamente na sua vida. A tatuagem traz mesmo mudanças – não do tipo que Leslie sonhou, mas mudanças sinistras e irresistíveis, que ligam Leslie a Irial, um rei das fadas tenebroso e temível que luta pela alma da sua corte. Aos poucos, Leslie é arrastada cada vez mais para dentro do mundo feérico, incapaz de resistir ao seu fascínio e de compreender os seus perigos…

Melissa Marr dá seguimento aos seus contos de Fadas numa história sombria e arrebatadora de tentação e consequências, e de heroísmo quando menos se espera.





Profunda, mordaz e repleta com o inimitável humor satírico de Terry Pratchett, esta é uma aventura espantosa que, de uma forma muito literal, vira o mundo do avesso.

No dia em que o mundo acaba o jovem Mau vai a caminho de casa, vindo da Ilha dos Rapazes. Em breve, será um homem. É então que chega uma onda enorme, ar rastando atrás de si a noite escura e trazendo também um navio, o Doce Judy. Quando a marcha do navio é travada com estrondo, apenas uma alma sobrevive (ou duas, incluindo o papagaio). A aldeia desapareceu. A Nação, tal como a conhecia, desapareceu. Resta apenas o Jovem Mau, que não veste quase nada, uma rapariga dos homens-calças, que veste demasiado, e um monte de mal-entendidos. E também grande quantidade de não-saber-o-que-fazer. Ou lá como se diz. Juntos, deverão construir uma nova Nação a partir de fragmentos. E construir uma nova história.

Mas... 
QUEM GUARDA A NAÇÃO? ONDE ESTÁ A NOSSA CERVEJA?
...a velha história não se limitará a desaparecer pacificamente,pelo menos enquanto os Avôs tiverem voz. E Mau terá de olhar o passado antes de conseguir encarar o futuro.







Depois do desastre natural do furacão Katrina e do horror criado pelo homem da explosão na cimeira de vampiros, Sookie Stackhouse vive segura mas atordoada, ansiando que as coisas voltem ao normal. Mas o seu namorado, Quinn, é um dos desaparecidos. E as coisas mudam, quer isso agrade ou não aos lobisomens e aos vampiros do seu canto do Louisiana. Nas batalhas que se seguem, Sookie enfrenta perigo, morte... e, mais uma vez, a traição de alguém que ama. Mesmo que deixe de haver pêlo de lobo no ar e mesmo que o sangue frio dos vampiros deixe de jorrar, o seu mundo não voltará a ser o mesmo...

«É impossível não adorar a sensual e vivaz Sookie, certamente uma das heroínas mais cativantes a guiar-nos pelo mundo das trevas em muito tempo. Possivelmente desde sempre.» - BookPage


10 de dezembro de 2010

Opinião - "O Clã do Urso das Carvernas"

´

Sinopse:

Jean M. Auel retrata, neste empolgante retrato histórico, a vida dos nossos antepassados na última fase da Era Glaciar, quando os homens de Neandertal e de Cro-Magnon dividiam a Terra.

A heroína do romance é Ayla, uma valente e indomável jovem que é deixada à sua sorte depois de uma catástrofe natural.  Aos cinco anos é encontrada e adoptada pelo Clã, um grupo de homens de Neandertal, muito diferentes da sua espécie.
Num primeiro momento os cabelos loiros e olhos azuis de Ayla inspiram surpresa, depois desconfiança e, por fim aceitação por parte do Clã. Iza, a curandeira, e Creb, o Homem Santo, cuidam desta jovem que se interessa pela caça e pelo manejo de armas, algo que está proibido as mulheres, mas que ela domina com notável mestria.

O Clã do Urso das Cavernas é um fenómeno literário em todo o mundo. Nesta obra, a autora descreve um mundo real, mas ao mesmo tempo mágico, a sua fauna e flora, numa investigação histórica cuidada e elogiada por historiadores e antropólogos que ficaram rendidos a esta fantástica aventura.

Opinião: 

Neste belo romance histórico, levamos a Idade da Pedra e a conhecermos um povo já desaparecido, os Neandertal. Os Neandertal são um povo diferente física e mentalmente dos nossos acedentes directos, sendo mais baixos e entroncados e tinha como principal arma a sua memória colectiva, eles conseguiam lembrar de acontecimentos que tinham ocorridos há muito anos atrás. 

Ayla, é uma menina de cinco anos quando perdeu toda a família num terramoto, depois de alguns dias perdida é encontrada por uma família de Homens de Neandertal, a curandeira, Iza, cura a rapariga, tinha sido ferida por um leão das cavernas e estava muita desidratada, e convence o chefe, Brun, a levar a menina para ela não morrer. 

Depois de aceitarem a rapariga no clã que entretanto é adoptada por Iza e Creb, o Grande Mog-Ur, feiticeiro do clã. Acontece num curto espaço de tempo mais mudanças no clã do que tinha acontecido em milénios. 

Num romance extremamente bem conseguido a autora consegue recriar um ambiente pré-histórico muito bem construído e uma cultura muito bem bem fundamentada. Eu gostei imenso de conhecer o universo recriado pela autora. E espero conseguir ler os restantes livros brevemente.

Como não podia deixar, este romance pré-histórico tem a  minha recomendação.

Classificação: 8-10  

6 de dezembro de 2010

Museu

A máscara de oxigénio estava regulada para aroma a canela. Era o seu cheiro preferido. Lamentava que já não existisse a possibilidade de lhe sentir o sabor. Mas essa possibilidade ficou perdida, distante, num outro mundo.
Voltr, o sol vermelho, brilhava com pouca intensidade. Era o equivalente à noite no mundo antigo, neste, no novo, não há noite. Apenas uma suave pausa avermelhada do intenso brilho que Ster e Btlio, os sois alaranjados, permitem.
Viktor não sabia se o tempo estava ameno, quente ou frio. O seu fato dourado, térmico, protegia o seu corpo dos perigos que a pesada atmosfera proporcionava aos frágeis corpos humanos.
Mas tudo isto não era uma preocupação consciente do jovem. A visita, o museu, era essa a sua preocupação.
O edifício era simples, um pavilhão gigantesco, de um só andar. O acrílico que substituía os vidros, proibidos neste mundo, deixava entrar o brilho de Voltr, mas não a sua radiação. Era, portanto, uma zona protegida.
O jovem passou o arco da entrada. Como tinha nascido neste novo mundo, não sabia o quão estranhas aquelas luzes florescentes, verdes, seriam para os antigos. Nada de luzes amareladas. Não neste mundo.
O pavilhão estava dividido em várias alas, mas a que Viktor procurava, a que finalmente tinha idade para ver, era a ala da Terra.
Assim que passou o arco, a medição biométrica confirmou que era autorizado a ver a exposição. Os seus olhos azuis brilhavam com uma intensidade única que a curiosidade por fornecer.
Logo ao início, deparou-se com uma projecção holográfica de uma vaca. Estava a pastar, sossegada, num mar verde e calmo. Uma sensação de liberdade encheu as medidas do jovem. Viu que numa das partes mais claras de vaca, um texto dizia: “Vaca, nome comum do antecessor do Kjul.” Um sorriso percorreu o rosto do jovem. Como podia um animal tão pacato ser o antepassado de um dos predadores mais perigosos do mundo. Talvez algum resultado da radiação que se abateu nos animais trazidos da Terra.
A exposição era enorme, um placar referia que era o equivalente a 8 campos de futebol. Viktor não sabia o que era futebol. Tinha de passar pela área do desporto. Tomou nota mental desse facto e continuou o seu trajecto.
Entrou na parte reservada à flora e, de imediato, ficou fascinado com a projecção de um Carvalho gigante. A calma que a árvore lhe fornecia, era como o preencher de um vazio. Toda a sua curta vida ouviu os pais a falar da Terra. De como a vida era melhor e mais bela. Agora percebia o que queriam dizer. Fechou os olhos e pensou o que seria estar sentado à sombra de apenas um Sol, a ver o campo verde e uma vaca a pastar calmamente. Pensou que seria bom
Visitou a ala da religião. Hoje era ponto assente que os Deuses eram uma criação dos homens, mas ainda se podia ouvir alguns antigos a rezarem a uma entidade qualquer. A projecção de um homem de batina passeava calmamente pelo espaço dedicado aos cultos terrestres. “Padre” era o que dizia a legenda. Sentiu-se aborrecido. A religião era a parte mais aborrecida que tinha visto até ao momento.
Ajeitou o seu fato e prosseguiu a sua viagem. Passou nas alas dos desportos – aprendendo o que era futebol com uma explicação interactiva de um tal Cristiano Ronaldo - passando depois para a ala das invenções, literatura e por último das profissões. O seu espanto foi enorme quando viu uma mulher, projectada, com um sedutor vestido preto, a mascar pastilha elástica e com um olhar triste. A legenda afirmava: “Prostituta. Profissão mais antiga registada na Terra.”. Já tinha ouvido falar de mulheres que vendiam o corpo por dinheiro. Mas no seu mundo isso era inconcebível. Quem iria pagar para praticar um acto tão repugnante? Felizmente a procriação era medicamente assistida. Se não já há muito que toda a raça tinha sido extinta. Continuou o seu caminho e viu outra imagem, uma mulher loira, olhos verdes, vestido branco. Era um espanto. Por momentos, Viktor pensou que fosse uma prostituta também, mas a legenda afirmava ser uma qualquer actriz muito conhecida no seu tempo.
Olhou para muitas das alas que faltavam. A ala das drogas despertou alguma curiosidade, mas não tinha de ver tudo hoje. Nem podia. Voltr estava a terminar o seu turno nos céus e quando os irmãos enchessem a tela verde que tinha herdado o nome de céu, como homenagem à Terra, o brilho seria demasiado intenso para estar longe da sua câmara de repouso.
À saída olhou para uma máquina de venda automática, estilo terrestre, como que uma suave recordação que tornasse o mundo mais aceitável para os antigos que ainda vivem em Noé 2036, olhou e viu um Mars. Não resistiu, era o único produto, totalmente terrestre, que ainda era comercializado no universo.
Com uma dentada no chocolate terminou o seu passeio por hoje, amanhã, na noite vermelha, iria visitar mais algumas partes do gigantesco museu. 

Por: Miguel Dias

Livro da Semana da Editorial Presença.



Colecção: Obras Primas da Literatura
P.V.P.: 70,48 € 39,90 €
 
Sinopse: Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão, e surge como uma reflexão sobre a vida humana e a sua frágil existência. Nesta obra grandiosa, as personagens amam, odeiam e lutam, mas acima de tudo anseiam por encontrar o sentido da vida. Tal como elas, também Tolstói se confrontou inúmeras vezes com a sua própria condição enquanto ser humano, refugiando-se a dado momento numa fé e religiosidade profundamente vincadas. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero.
A presente obra foi traduzida directamente do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra que, pela excepcional qualidade do seu trabalho, venceram o Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português.


Nota: Encomendas de 6 a 12 de Dezembro

Mais livros



O Homem Pintado

Sinopse:

Num mundo povoado por demónios que dominam a noite, forçando os seres humanos a esconderem-se atrás de guardas mágicas à espera que o sol nasça, o jovem Arlen assiste ao massacre da sua família por causa da cobardia do pai. A partir desse momento tudo muda e Arlen parte numa viagem de descoberta que o levará a percorrer o mundo e a conhecer Leesha e Roger. Os três são a última esperança da humanidade na luta contra os demónios. Só que por vezes os demónios mais difíceis de vencer são os que trazemos dentro de nós. Juntos estes três jovens oferecem à humanidade uma última e fugaz hipótese de sobrevivência. Para aqueles que procuram o novo grande nome da fantasia a espera terminou. Ele é Peter V. Brett. Comparável a muitos mas diferente de todos, oferece-nos uma história brilhante que nos prende da primeira à última página. Dizer que é uma obra magistral é pouco para descrever a história épica da luta de Arlen, Leesha e Roger para salvar uma humanidade condenada a viver num medo permanente da noite e dos demónios que ela encerra.



A Lança do Deserto

Sinopse:

O Sol põe-se sobre a Humanidade. A noite pertence agora a demónios vorazes que se materializam com a escuridão e que caçam, sem tréguas, uma população quase extinta, forçada a acobardar-se atrás da segurança de guardas de poder semi-esquecidas. Mas estas guardas apenas servem para manter os demónios à distância e as lendas falam de um Libertador; um general, alguns chamar-lhe-iam profeta, que em tempos uniu a Humanidade e derrotou os demónios. No entanto esses tempos, se alguma vez existiram, pertencem a um passado distante. Os demónios estão de volta e o Libertador é apenas um mito… Ou será que não?

Inside Game Of Thrones (HBO)

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3 de dezembro de 2010

Alguém com lugar especial no coração do Fiacha:

Esta é uma escritora que estará sempre no top das minhas preferidas e que tem um lugar especial no meu coração, falo de Juliet Marrilier







Juliet Marillier nasceu em Dunedin, na Nova Zelândia, uma cidade com grandes tradições 
escocesas.  Licenciou-se com distinção em Linguística e Música na Universidade de Otago
e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em 
agências governamentais.


A Juliet adora história, mitologia e folclore desde que descobriu em criança os livros de 
Fadas de Andrew Lang, e por isso inclui este tipo de material nos seus livros, de forma mais
ou menos instintiva. Gosta de histórias que explorem as viagens pessoais das mulheres, e as
relações entre o Homem e a natureza - o que não surpreende já que a sua própria prática 
espiritual se baseia nos druidas.


Acredita que faz as coisas de forma mais intuitiva quando escreve ficção, e como resultado 
encontra na escrita sobre a arte de escrever um desafio interessante.


Embora seja original da Nova Zelândia, actualmente vive na Austrália, em Perth, próximo de 
uma comunidade rural onde existem a paz e a harmonia de que a autora necessita para 
escrever. Vive com os seus dois cães e companheiros e um assistente editorial felino.
O jardim da sua casa possui árvores e ervas de acordo com as suas inclinações druídicas.


É internacionalmente famosa pela autoria da trilogia de Sevenwaters, com a que ganhou 
vários prémios e fizeram dela a sucessora de Marion Zimmer Bradley.


Aqui deixo, para quem estiver interessado, o endereço do site oficial da escritora:


http://www.julietmarillier.com/


Recomendo que começam pelo inicio isto é pela trilogia Sevenwaters, onde conhecerão um 
corvo de nome Fiacha e não só obviamente. Existe ainda um quarto volume que embora seja 
bom quanto a mim é dispensável mas que não deixa de ser um excelente livro.




Sinopse: 

Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da 
natureza, esta história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis irmãos.
O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens 
silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e 
mantêm as armas afiadas. O maior perigo para este idílio vem de dentro: Lady Oonagh, 
uma feiticeira, que casou com o pai de Sorcha, senhor de Sevenwaters. Frustrada por 
conseguir encantar todos menos a enteada, Oonagh lança um poderoso feitiço sobre os 
irmãoda rapariga, que só Sorcha poderá conseguir quebrar. Porém, a meio da pesada 
tarefa de libertar os irmãos, Sorcha é raptada por um grupo de salteadores, e ver-se-á 
dividida entre o dever de salvar a vida dos irmãos e um amor cada vez maior, proibido, 
pelo senhor da guerra que a capturou.



Sinopse: 

As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, a filha de Sorcha, que 
herdou os talentos da mãe para curar e penetrar no mundo espiritual. Os espíritos da floresta
avisam-na de que, para que as ilhas sagradas sejam reconquistadas aos Bretões, Liadan 
deverá permanecer em Sevenwaters. A Irlanda está agora em guerra, e as suas costas são 
assoladas por atacantes. Entre inimigos há um que se destaca: o Homem Pintado, que 
granjeou uma reputação terrível de mercenário feroz e astuto, e que espalha o terror por onde 
quer que passe. Ao regressar a casa, Liadan é capturada pelo Homem Pintado. Porém, este 
acaba por se revelar bem diferente da lenda, e apesar da antiga profecia que a obrigava a 
permanecer em Sevenwaters, a jovem sente-se atraída por ele.
Mas poderá ela viver o seu amor sem que a maldição recaia sobre Sevenwaters?



Sinopse: 


Fainne foi criada numa enseada isolada da costa de Kerry, com uma infância dominada pela 
solidão. Mas o pai, filho exilado de Sevenwaters, ensina-lhe tudo o que sabe sobre artes 
mágicas. Esta existência pacífica é ameaçada pelo surgimento da avó da rapariga, a terrível 
lady Oonagh, que se impõe na vida da neta. Com a perversidade que a caracteriza, a feiticeira 
informa Fainne do legado que traz dentro de si: o sangue de uma linhagem maldita de 
feiticeiros, incutindo na jovem um sentimento de ódio profundo e, ao mesmo tempo, 
incumbindo-a de uma tarefa que a deixará aterrorizada. Enviada para Sevenwaters com o 
objectivo de destruí-la, Fainne irá usar todos os seus poderes mágicos para impedir o 
cumprimento de uma profecia.


Cultura Celta e Breta, conhecerão personagens que ficarão para sempre marcados nas vossas 
memorias, Finbar, Liadhan, Sorcha, Bran, Red, entre muitas outras.

Sigam depois para a saga das Ilhas Brilhantes, onde conhecerão um pouco da cultura 
nórdica e ai esta uma das minhas personagens preferidas e mais complexas da Juliet Marrilier
Somerled, mas não só deste personagem vive estas sagas.



Sinopse: 

Este é o primeiro dos dois volumes que compõem a nova série intitulada A Saga das Ilhas 
Brilhantes, da aclamada autora do fantástico Juliet Marillier - comummente comparada a 
Marion Zimmer Bradley. Depois da série Sevenwaters, com a qual recebeu vários prémios 
internacionais, Marillier recua agora ao tempo dos viquingues. Eyvind sempre desejou ser um 
grande guerreiro viquingue - um Pele-de-Lobo - mas o seu amigo de infância Somerled tem 
outros planos para o futuro. Apesar do juramento que fizeram quando crianças, Eyvind e 
Somerled acabam por seguir caminhos diferentes: o primeiro transforma-se num feroz servidor 
de Thor e o outro um cortesão erudito. Mas o destino acabará por reuni-los em circunstâncias 
misteriosas...



Sinopse: 

Neste livro, a sequela de "O Filho de Thor", primeiro livro da 'Saga das Ilhas Brilhantes', Juliet 
Marillier prossegue a narrativa das aventuras de Eyvind. Ao atingir a maioridade, Thorvald 
descobre um segredo terrível e parte numa perigosa viagem em busca do pai que nunca 
conheceu à ilha do Povo dos Facas Longas. Acompanha-o a sua grande amiga Creidhe, 
filha de Eyvind, o Pele-de-Lobo. Este povo é governado por um tirano cruel, e com o 
nascimento de um bebé, Creidhe descobre a terrível verdade sobre a maldição dos Facas 
Longas. E quando descobrem como poderão acabar com ela, temem que seja demasiado 
tarde...



Depois avancem sem hesitar para as Cronicas de Bridei, a minha saga preferida da Juliet 
Marrilier, Tuala, Bridei, Falon, Fola, Ana Ferada, são muitas as personagens que nos marcam 
ficaremos para sempre ligadas a elas, um enredo muito bom e onde sinto que a escritora 
evolui-o na sua escrita.




Sinopse:

Escócia, século VI. Bridei tem quatro anos quando os seus pais o confiam a Broichan, um 
poderoso druida do reino de Fortriu, com quem aprenderá a ser um homem erudito, um 
estratega e um guerreiro. Bridei desconhece que a sua formação obedece ao desígnio de um 
concelho secreto de anciãos e que está destinado a desempenhar um papel fundamental no 
destino do instável reino de Fortriu. Porém, algo irá mudar para sempre o seu mundo e, 
provavelmente, arrasar os planos de Broichan: Bridei encontra uma criança, ao que tudo indica 
abandonada pelos Boa-Gente. Todos concordam que o melhor será assassiná-la, mas Bridei 
decide salvá-la a todo o custo. E assim, ambos crescem juntos, e a bebé Tuala transforma-se
numa bela mulher. Contudo, Broichan presente o perigo que ela representa, pois a jovem 
poderá vir a ter um papel importante no futuro de Bridei... ou causar a sua perdição.




Sinopse:

Livro II das "As Crónicas de Bridei" depois de "O Espelho Negro". A "Espada de Fortriu" cobre 
os primeiros seis anos do reinado de Bridei como rei de Fortriu. O reino de Fortriu gozou cinco 
anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há 
muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses.
A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar,
estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado no qual se baseia 
vitória de Bridei. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático 
Faolan, assassino e espião de Bridei.



Sinopse:

Em missão secreta na Irlanda por ordem do Rei Bridei de Fortriu, Faolan tem também de dar a 
notícia da morte de um bravo guerreiro. Porém, o principal assassino e espião de Bridei tem de
enfrentar os demónios do passado sombrio da sua família com resultados inesperados. Quando
segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do
reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem 
perturbada e desconfiada. Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a 
uma vida de privações e labuta, jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições 
novas, onde o principal desafio é aprender confiar nas pessoas. Na corte de Bridei, em 
Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a 
convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. Após o desaparecimento do principal 
conselheiro de Bridei e a morte trágica de uma jovem criada, a ameaça provocada pela 
influência cada vez Maior da Cristandade parece ser o menor dos perigos...





A escritora tem ainda dois livros para um publico mais juvenil (Danças na Floresta e o 
Segredo de Cibeleque embora não sejam tão bons como os livros atrás mencionados não 
deixam de ter muita qualidade.

Uma escritora que tem a minha recomendação sem qualquer tipo de hesitação e que tem um 
lugar muito especial no meu coração, leiam pois são livros que merecem estar na estante de 
qualquer apaixonado de literatura fantástica.

Abraço