31 de julho de 2013

Opinião - Acácia - O Povo das Crianças Divinas


Um império com perigosos aliados e demasiados inimigos. Quatro príncipes determinados a cumprir um destino. Uma rede de intrigas que atravessa gerações. Manter o trono de Acácia poderá revelar-se uma tarefa fatal.

Corinn Akaran é a senhora suprema do Império Acaciano do Mundo Conhecido, e o poder parece suavizá-la, até mesmo fazê-la ceder aos jogos do amor. Mas, por todo o lado fervilha a traição e multiplicam-se as conspirações para a derrubar: dos seus alegados aliados numrek até às intrigas em torno da filha de Aliver, Shen, enquanto, do outro lado do mundo, um exército gigantesco se prepara para marchar sobre o Mundo Conhecido e a Liga dos Navios continua a jogar em dois perigosos tabuleiros, disposta a jurar servir qualquer senhor, desde que esse senhor sirva os seus próprios interesses.

Corinn nem pode contar com a sua própria família: a irmã Mena esconde-lhe segredos e Dariel, prisioneiro das Crianças Divinas, vai enfrentar uma aventura - novamente contra a Liga dos Navios - que o transformará no corpo e no espírito. Mas Corinn aprendeu a lutar, e não vai hesitar em chamar a si todos os aliados que conseguir, até mesmo aqueles que ninguém imaginava que um dia pudessem voltar.

Opinião:

"O Povo das Crianças Divinas" é o quarto volume da saga "Acácia" da autoria do escritor norte americano David Anthony Durham. 

Dariel que se encontra prisioneiro do Povo Livre, é uma das personagens que mais cresce neste livro, e que finalmente ganha um objectivo que lhe faz novamente lutar contra um antigo inimigo.

Corinn que tem cada vez mais obstáculos em manter o trono, vira-se cada vez mais para a magia para conseguir alcançar os seus objectivos, mas não tem o conhecimento das consequências do uso excessivo da magia.

Mena está mais calma desde que tem a Elya como companheira, mas o espírito de Maeban estará sempre presente.

A leitura deste volume é bastante  boa, mas divido a divisão dos livros, o início do livro é logo repleto de acção e quem não se lembre bem da leitura do volume anterior pode perder-se um pouco. 

David Anthony Durham é um dos meus escritores preferidos pelo seu talento em criar personagens fortes e pelas suas excelentes descrições do ambiente.

Para mim todos os amantes de fantasia deviam ler esta saga. Let the war begin!

Avaliação: 8-10

28 de julho de 2013

26 de julho de 2013

Opinião - The Walking Dead - A Ascenção do Governador


No universo de “The Walking Dead” (uma admirável BD agora transformada numa premiada série de TV) não há maior vilão do que o Governador. Ele é o déspota que governa a cidade isolada de Woodbury e tem doentias noções de justiça: seja a forçar prisioneiros a combater zombies na arena para divertimento dos locais, seja a destroçar violentamente aqueles que o confrontam. O Governador é um vilão que tão cedo não se esquece e a sua história é uma das mais controversas que Robert Kirkman, criador de “The Walking Dead”, alguma vez concebeu. Agora, pela primeira vez, os fãs irão descobrir como é que o Governador se tornou neste homem implacável e aquilo que o levou a tais extremos.

Opinião:

Este livro relata os acontecimentos que transformaram um homem simples no cruel e tirano Governador, que governa Woodbury.

Depois do apocalipse que transformou quase a totalidade da população humana em zombies, os sobreviventes vão forçados a viver num mundo recheado de violência e privações.  Phillip Blake juntamente com o seu irmão, filha e melhor amigo são forçados a cometer actos que nunca pensaram que seriam capazes de fazer.

O Governador que vemos na série é um homem sem escrúpulos, e é bastante interessante ler os acontecimentos que o levaram a tornar-se em tal. 

Este livro é uma leitura agradável, principalmente para os admiradores da série, que tem um ritmo elevado e muito suspense. Devo dizer que o final apanhou-me desprevenido e foi a minha parte preferida.

Avaliação: 7-10

22 de julho de 2013

14 de julho de 2013

Opinião - O Jogo do Leão


O voo transcontinental oriundo de Paris está a chegar a Nova Iorque mas ninguém consegue contactar o piloto via rádio. No voo está Asad Khalil, um dissidente líbio que vai ser recebido pela Brigada Federal Antiterrorista. Mas quando o avião aterra, toda a gente a bordo está morta – à exceção de Khalil, que desaparece depois de atacar a sede da Brigada no aeroporto.

O ex-polícia de Nova Iorque John Corey, agora um agente contratado pela Brigada e a sua parceira Kate Mayfield vão seguir um rasto de fumo e de sangue atrás do fugitivo. A presa que perseguem é um inimigo com a astúcia de um homem e a ferocidade de um leão. Para vencer um jogo desesperado e sem regras, terão de forjar uma estratégia que não deixe absolutamente nada ao acaso.

Repleto de um suspense implacável e de reviravoltas surpreendentes a cada passo, O Jogo do Leão é uma corrida vertiginosa contra o tempo e um dos thrillers mais fascinantes de Nelson DeMille.

Opinião:


O Jogo do Leão é um thriller da autoria de Nelson DeMille. 

Um voo oriundo de Paris está sem contactar ninguém durante várias horas, o que leva o Aeroporto JFK em Nova Iorque a accionar os sistemas de emergência. Nesse voo está um perigoso dissidente líbio acompanhado por dois agentes secretos.


Assad Khalil, é um espião líbio que se entrega em Paris as autoridades americanas. Mas ele não se esquece de um terrível evento do seu passado, que o marcou profundamente, e tem em mente uma terrível vingança


John Corey é um antigo detective da polícia que agora é um agente na Brigada Federal Antiterrorista , que é membro da equipa responsável por receber o Assad. Ele é dono de um humor muito sarcástico, que o tornam numa pessoa de difícil conveniência. 


O enredo deste livro está muito bem planeado e consegue misturar factos verídicos com outros fictícios. As personagens principais, John Corey e Assad Khalil são duas personagens muito bem construídas e muito distintas. Corey é um detective sem papas na língua, com um sentido de humor muito sarcástico que, às vezes, o mete em apuros, enquanto que Khalil, o nome significa Leão em árabe, é um predador humano muito paciente que esperou muitos anos para conseguir a sua vingança.


Para mim o autor queria mandar uma mensagem aos leitores, essa mensagem é que responder a violência com mais violência não é uma boa solução porque só faz agravar o conflito e gera actos ainda mais horríveis.

Eu adorei ler esta magnifica obra e sem dúvida que irei continuar a apostar neste autor.

Avaliação: 9-10

1 de julho de 2013

Opinião - Alex Cross


Alex Cross era uma estrela em ascensão na Polícia de Washington DC quando um desconhecido assassinou a sua mulher, Maria, à sua frente.
Anos mais tarde, Alex deixou as forças de segurança e regressou à carreira de psicólogo, revelando-se um bem-sucedido escritor de livros policiais. A vida com a sua avó, Nana Mama, e os filhos Damon, Jannie e o pequeno Alex parece correr na perfeição, e o detetive admite mesmo viver um novo amor.
É nesta fase que John Sampson, o seu antigo parceiro na Polícia, lhe pede ajuda para capturar um perigoso criminoso. Cross regressa então à ação, sem saber que se prepara para enfrentar o assassino da sua própria mulher.
Tem início a busca pelo homicida mais astuto e psicótico que jamais enfrentou, que o vai empurrar perigosamente para o ponto de rutura.

Opinião:

Alex Cross é um brilhante detective na Policia de Washington DC, que sofre uma terrível tragédia familiar, a qual assiste sem nada poder fazer para a evitar.


Alguns anos mais tarde, depois de já ter deixado as forças policiais, um antigo parceiro pede-lhe ajuda para capturar um perigoso criminoso.

Alex ainda vive "perseguido" pelo fantasma da sua falecida mulher, mesmo 10 anos após o seu falecimento ele ainda não teve nenhuma relação séria. Ele decidiu deixar de ser polícia para ter um emprego menos perigoso mas principalmente para dedicar mais tempo aos seus 3 filhos.

Michael Sullivan, mais conhecido no seu meio profissional como Carniceiro, é um assassino e violador em série que actua com uma violência assustadora . Ao longo do livro vamos conhecendo o seu passado e as motivações que o levaram a tornar-se um psicopata.

Gostei mais do enredo deste livro do que o do Private, o outro livro que li do autor. As razões para isso devem-se que este livro tem mais acção e duas personagens muito fortes o Alex e o seu némesis o Carniceiro. Para mim este livro com os seus pequenos capítulos foi uma leitura compulsiva como já não tinha a muito e quero ler mais livros deste autor que começa a figurar nos meus preferidos.

Com livros desta qualidade a aposta que decidi fazer este ano em thrillers e policiais provou-se certeira e irei continuar a ler mais livros do género.

Avaliação: 9-10